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gazeta



Domingo, 16.02.14

Shattered Glass

 

 

A actividade jornalística é caracterizada por um conjunto de complexidades que podem condicionar o produto final: a notícia. Será que esta retrata mesmo a realidade? De facto, vários obstáculos colocam-se… e por isso, um conjunto diversificado de teorias, que constituem a commmunication research ,tentaram encontrá-los.

 

Um desses obstáculos evidencia-se no filme shattered Glass, no qual o critério de notícia era bem diferente do original. O conceito utilizado por Stephen Glass era o de notícia falsa, isto é, uma notícia elaborada com elementos apresentados como verdadeiros, mas que posteriormente acabam por se verificar como falsos.

 

            No que se refere a teorias, neste filme pode-se apontar a teoria hipodérmica, na medida em que aquando da elaboração das notícias extraordinárias, desfasadas da realidade, o público aceitou-as passivamente, bem como os próprios editores da redacção. Isto leva-nos ao velho conceito de pasta mole, e à consideração de que as pessoas têm um cérebro vazio à espera de ser inoculado. Também não considero descabida a ideia de associar a este filme o modelo de Lasswell quando este refere que

·              A comunicação é assimétrica

·              Na medida em que existe um emissor activo [Stephen Glass] que produz o estímulo sob uma massa passiva de destinatários , que ao ser atingida pelo estímulo reage [adesão aos artigos de Stephen Glass]

·              A comunicação é intencional

·              Tem por objectivo obter um determinado efeito [apalusos dos leitores e dos chefes]

            Para além disso, aponto a teoria da persuasão, pois Setephen Glass teve a preocupação de ajustar as suas notícias ás características dos próprios leitores. De facto, é erróneo considerarmos em pleno século XXI que as pessoas recebam as mensagens mecanicamente .Aliás , nem o próprio Stephen Glass o considera, daí a sua afirmação:” O jornalismo é a arte de captar o comportamento”;”Tem que se saber para quem se escreve ...”Por isso , a meu ver  ,este jornalista teve o cuidado de considerar que os efeitos têm as suas barreiras. E ao enviar o estímulo (a estória) teve em conta os factores psicológicos da audiência, de forma a tornar eficaz a sua mensagem.

            Provavelmente , para tornar mais eficaz a sua mensagem Stephen teve em conta as personalidades disitintas dos seus leitores.Por isso, teve em conta ,principalmente,na minha opinião os seguintes factores:

·              Exposição selectiva

·              Stephen Glass provavelmente teve em conta o facto de os componentes da audiência  exporem-se maioritariamente à informação que está de acordo coma as suas atitudes e também a sua tendência para evitar mensagens que estão em desacordo com essas atitudes .Daí , talvez , a escolha por parte de Stephen Glass de temas menos polémicos

 

E agora, que lição tiramos com este filme? Que não se pode ser passivo quanto à recepção de notícias , muito pelo contrário deve-se sempre questionar.

 

 

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por gazeta às 15:56



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